"Cansados da eterna luta por abrir um caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo."- Henrik Steffens

segunda-feira, 2 de março de 2015

Erro


Os signos me alertaram, falaram em inferno astral: Eu fui!
Os orixás discutiam incompatibilidade de almas: Não temi!
Os vizinhos apontavam desconfiados: Eu ri!
Os familiares cochichavam baixinho: Ignorei!
Os amigos desejavam distância: Me aproximei!
O futuro me disse que desde os signos estava errada!


domingo, 28 de dezembro de 2014

Alma em preto e branco...

Serge Gainsbourg e Jane Birkin
De tanta  sede em pouca vida
Em poucas palavras escrita pra nenhum coração
Onde nenhum íntimo se faz...

Do encontro com o coração dele,  fez-se!


Mais quantas vidas e quantas mortes haverá de ver esse amor?



sábado, 6 de dezembro de 2014

domingo, 23 de novembro de 2014

Ponto final

Esse foi o fim
Numa tarde de domingo em silêncio
Sem choro, sem confusão...
Mas com aquela dor aguda latente na alma
E aquela lágrima, enfiada na garganta!

sábado, 31 de maio de 2014

E de tudo, eu guardaria esse amor com mais beleza...
Se verdade nele houvesse!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Notas de uma saudade sem fim...

Hoje a saudade me apalpou os olhos... Não foi por estar longe, mas sem vida! E ainda que os dias afastem a memória da perda, o cenário e o sonho permanecem em mim, tão vivos quanto o aceno, que nem sabia era uma despedida.
Perdoa meu amigo! Não sabia que naquela distancia entre os corpos e naquela pressa tanta, ficaria preso o meu abraço, o meu adeus! 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O tempo chegou antes da idade
Estava traçado no rosto
Na experiência das mãos
Na fala arrastada
No corpo fadigado

A idade chegou antes do tempo

Na moderação dos gestos e das palavras
Na ranzinzice dos ouvidos
Nos dias mal passados
Na solidão de todos os dias!

sábado, 8 de junho de 2013

sábado, 23 de março de 2013

À Dionísio



Porque te espero Dionísio
A compor meu ser com tua melodia
Entrelaçar tuas notas a minha carne
E constar em cada pensamento teu

Vens Dionísio,
Entrega em minhas mãos teu amor
Me procura em teu corpo e teu fulgor
Transforma o sol em nossa canção

Traz paz a minha alma com teu toque
Permita-me o sumo do gosto teu
Aqueça-me o ventre
Devolva vida a minhas palavras

Invente com doçura uma estória
Sussurre teu gozo em meu ouvidos
Reconquista-me, indecisa que sou
Convença-me com nosso suor

# Inspirado na Ode Descontínua e remota pra flauta e Oboé. De Ariana para Dionísio. - Saudosa Hilda Hilst. 
## Pra ser lido ao som da Canção II e III do respectivo CD - Ode Descontínua e remota pra flauta e Oboé. De Ariana para Dionísio - lançado pela Saravá Discos e musicado por Zeca Baleiro.O CD tem 10 canções em vozes femininas! 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Morte mal morrida


Sua poesia morreu em mim
O sentimento pegou fogo
E da beleza da luz desse fogo
Restou as cinzas desencarnadas
Poeira celestial do que viveu em mim

Tragaste em meus lábios veneno
Amor puro, líquido
Sorveste em mim teu desejo fundido ao meu

Hoje me retornas, sombrio
E entregas a culpa em minha mão
Não suportaste a leveza dos pássaros à contramão
Não suportei de ti, à ausência.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Do sossego

Sossego é estar envolvida em teus braços
No silêncio de nos dois
Em qualquer nosso tempo
Num espaço que nos caiba

Sossego é receber seu abraço calmo
Sentir o toque de seus dedos passeando em meu corpo
Ver seus olhos repousando em mim
Sorrir com seu sorriso

Sossego é acordar com seu afeto bagunçando meu cabelo
É quando você segura firme minha cintura e me guia pelas ruas da cidade esquecida
Quando sua mão rouba o ar da minha
Quando perco o fôlego no hálito teu


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Essa Pequena

Antes de tudo, era só a expectativa.. e , vez outra caía!
Nos pregou o susto da vida assim, derrepente!
E, foi plantando o afeto em nós
Ansiou o mundo, antecipou-se as tolas previsões...
e se mostrou linda
tanto quanto  imaginava!

Como pode tão pequena, tão amada?
Veio florir nossos dias
Injetar vida em nossas veias...
Colorir nossos olhos...


Seja muito bem vinda minha Maria!

p.s.: Palavras amareladas, mas bem vivas em mim... Com afeto e um pedaço da saudade que não cabe em mim... à minha pequena e muito amada afilhada!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Comportar a leveza não é coisa assim tão simples...
O mundo pesa muito,
E a vida fica gasta de tanto o mundo pesar!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Com honra e nenhum trunfo

Antes de se fazer presente, ele acena ao longe, a gente é que finge que não vê...
Ele envia todos os sinais que antecedem o ataque, e só depois ele joga a bomba... num ataque aéreo de palavras lâminas, de palavras sujas! A gente trava batalhas... a gente ofende, machuca, exige, asfixia, esfaqueia, grita, ignora, e quando não pode mais nada, a gente silencia, e vê que a solidão já está montada em seu cavalo branco, sorridente com uma vingança... 
O que antecede o último suspiro, é o sofrimento na mais alta instância, e é nesse momento que a gente precede o estrago em câmera lenta, com direito a  slow motion dos mais sofisticados...
A gente se machuca com lembranças, fere com o passado, amputa com saudade, e ofende as noites de amor passadas em claro.
O fim,  faz  lembrar o primeiro beijo dado com ênfase a luz do luar... faz recordar as mãos sempre quentes que acolhiam o corpo, as conversas intermináveis das madrugadas infinitas, faz Rememorar como cabeça e ombro se encaixavam perfeitamente, de como as mãos se davam, de como os corpos se doavam, de como compartilhavam sonhos... faz advertência da falta que fará as piadas proferidas num dia ruim só pra roubar um riso,  os 'bom dia' com sabor de café... Faz reviver a lembrança de como discutiam Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Goethe, Saint- Exupéry... De como esparramavam suas vidas num tagarelar de pretéritos, sem segredos, e como a barriga doía de tanto rir naquelas conversas...
O fim é cruel, faz lembrar o olhar bobo, de quando o coração batia tão forte que se podia escutar, faz recordar descobertas, as conversas afobadas... Faz lembrar de como eram quando existiam! Como na morte, que segundo dizem a gente vê um filme da vida, se relembra toda a história escrita nos corpos, desde o primeiro olhar...
Como o amor, ao surgir, é chamado de pequena morte, segundo Galeano, o fim do amor também o é. Mas, guerra é guerra! E quando há,  a gente não quer se render, não quer demonstrar o quão frágil é, não quer admitir que é nação vencida, não quer perder.. ninguém quer hastear a bandeira branca...O orgulho esquece que numa guerra, nunca há vencedores!
E de pares em pares, a vida nos faz um só!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Da Essê-ser


Esse corvo que te espreita tem meus olhos
E são as minhas mãos que serpenteiam teu corpo
E me tens atrelado, tanto quanto teu suor
Porque a gente se confunde de alguns modos...

sábado, 31 de março de 2012

Insulso

Tenho me escondido atrás da saudade
Brincado com o tempo ( que é ainda muito menino)
Buscado pores de sol dentro da alma
Procurado luas nos olhares
Contado estrelas e sono
Me perdido nas esquinas da lucidez
Cantado mágoas
Sentido sua ausência
Tenho perdido você!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Ausência - Vinícius de Moraes

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz

Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho desta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado

Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado

Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente,a tua voz ausente, a tua voz serenizada



















* Poesia de quem parte...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Da paz dos meus dias...

- Quando vi você, vi seus olhos iguais aos meus
- Eu vi, à porta de um desconhecido, um mundo de possibilidades...


Fez do tempo pouco, e qualquer distância muita
Fez dela casa, e os dias todos...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dos dias...

Eu olho pra minha mãos nuas
Sedentas do corpo teu
Esperando seus olhos breu
Se enterrarem em mim

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ao pó que da sombra se fez!


Esteve inundada com os sentimentos do mundo e não cabiam todos nela. Se deparou com as velhas perguntas sem respostas e o modo desprecavido como caiu na vida... quase só, quase sem ninguém! Se  apresentou as frustrações antigas, e todos os sins não vividos.. .

Aprendeu cedo, que se havia um meio de filtrar a vida, era deixando-a se esvair pelas veias... permitindo que escapasse ao corpo, às vezes aos olhos, a alma não!
 Deixou então o sentimento escoar pela caneta, gota a gota... E pensou que conseguia ser. Pensou na eternidade de sentimentos que  evaporam do corpo, que transpassam a lacuna do tempo e tomaram o pretérito por seu...

Permitiu que fosse, concedeu-se a queda, o grito, o desespero, a crise, retornou ao caos que sempre fora sua essência, regressou ao torpor de lágrimas, ao pranto, a dor, o ser, o só! Depois soluçou...

Há pouco mais de um mês, não encontrava sua sombra...