"Cansados da eterna luta por abrir um caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo."- Henrik Steffens

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Do sossego

Sossego é estar envolvida em teus braços
No silêncio de nos dois
Em qualquer nosso tempo
Num espaço que nos caiba

Sossego é receber seu abraço calmo
Sentir o toque de seus dedos passeando em meu corpo
Ver seus olhos repousando em mim
Sorrir com seu sorriso

Sossego é acordar com seu afeto bagunçando meu cabelo
É quando você segura firme minha cintura e me guia pelas ruas da cidade esquecida
Quando sua mão rouba o ar da minha
Quando perco o fôlego no hálito teu


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Essa Pequena

Antes de tudo, era só a expectativa.. e , vez outra caía!
Nos pregou o susto da vida assim, derrepente!
E, foi plantando o afeto em nós
Ansiou o mundo, antecipou-se as tolas previsões...
e se mostrou linda
tanto quanto  imaginava!

Como pode tão pequena, tão amada?
Veio florir nossos dias
Injetar vida em nossas veias...
Colorir nossos olhos...


Seja muito bem vinda minha Maria!

p.s.: Palavras amareladas, mas bem vivas em mim... Com afeto e um pedaço da saudade que não cabe em mim... à minha pequena e muito amada afilhada!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Carta à embriaguez

 Retirado do blog de Erika Azzevedo - http://palavrearintenso.blogspot.com.html
Boa lua cheia senhora noite!

Boa minha luz, senhora embriaguez! Escrevo-lhe porque se hoje me apareceste, me tens e eu a ti! E hoje,  diante de quaisquer olhos não me encontraria mais viva, mais amante, mais "mim"!  Lhe escrevo, porque no fundo neste olhos amargos podes encontrar a pseudo felicidade, que somente  ébrios podem dispor! Hoje lhe escrevo sem razão, porque nesta noite de lua cheia me finjo feliz! Me sinto e me nego ! E gosto mais de mim que quaisquer outros dias! Relato a insensatez de você, porque nunca me senti mais lúcida que o instante agora... Eu vejo tudo aquilo que o álcool proporciona... Vejo pessoas felizes,  vejo pessoas mais elas... eu vejo mais mentira em tudo e que tudo, inclusive o álcool é uma grande mentira! Vejo tudo que surto e  vos agradeço o bem estar passageiro!

Erga-se mais um brinde, desta vez aos ébrios, nunca tão lúcidos!

Com amor e para sempre tua...

Amante.

domingo, 24 de julho de 2011

Aldeia

E quando esta por lá,
Escuta o riso ecoar pela sala
Vê os amigos à porta, à espera...


E recorda aquelas brincadeiras
Escondidas no vão,
Deixadas no corredor,
Esquecidas no quintal, nos brinquedos...
Na saudade!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Três Ações...

Três conseqüências estranhas, invariáveis
Três momentos que me tomam e estabelecem
Três conexões deste lugar para lugar nenhum
Três penetras felizes na ultima festa a fantasia
Três batalhas vencidas no bosque da poesia
Três batidas do coração para mais tarde a paralisação
Três raios de luz sem ordem certa de aparição
Três segundos de palavras sem ritmo e orientação
Três poemas soltos no caderno da estante vazia
Três amores eternos de minha memória esquecida
Três palavras rabiscadas na areia da praia perdida
Três flores lindas repousando no campo do limiar da vida...

...Para você e mais duas...

                                                                                                                          Ailton Costa Junior
P.s.: O dia pede que se exaltem as amizades, segue meu sorriso, e meus olhos felizes com essa lembrança de outros dias! A esse meu amigo, deixo o abraço que ha muito não encontra seu corpo, as palavras de carinho que nunca mais se ouviram pelos ares e as cocegas pra arrancar outros risos, no meio de uma noite qualquer...

domingo, 17 de abril de 2011

Aqueles olhos...

Eu não saberia explicar o que foram aqueles olhos ... Eles chegaram doces e intensos desde o primeiro olhar! E falaram do sorriso e aí sorrimos juntos, e sentimos os labios num lampejo, quando não nos viamos ,só sentimos, penetraram  minh'alma e foram se fazendo em mim, e de mim o que bem quiseram, e quiseram muito! E me saquearam o coração, e se mantiveram fixos dentro de meus olhos. E se fizeram paixão,  se fizeram sonho, entardecer, colo, nuvem, sentimento... Se fizeram encanto, fantasia e do tempo, pó ! E todo tempo... pouco! Aí, partiram... e fizeram falta!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Faça-se a luz!

                                                       E a luz se fez nos olhos...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ventura

E na inércia do corpo, precisava sentir-se mais uma vez. Saiu de moto, utilizou-se da velocidade, do vento e do horario. (Ah! Os fins de tarde... )
Aproveitou a ocasião para expulsar a  lagrima contida, que escorreu lateralmente pelas temporas no tremor que se  fazia na pele, e se perdeu na estrada. Foi com a solidão que seguiu viagem pelas estradas que agora procurava...
As lagrimas foram levadas pelo mesmo vento que a convencia: havia vida ainda no corpo! Quanto as lagrimas? Devem estar viajando em alguma brisa, algum rodopio... hão de encontrar repouso em algum lugar, e esperar que a poeira da terra, da saudade ou da cura dê conta de seu sepultamento.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Desejo no plural

Entretantos e entrelinhas...
Uma alma refrigerada,
Uma paz que encontre um peito
Um peito que transborde alegria
Um coração no qual nem caiba mais amor
Mas caiba o mundo todo
Algumas cismas
Alguns amantes
alguns estranhos
Que a essencia seja sempre esta
Que sejam felizes todos os dias
Que muitos dias estejam por vir!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Lembrete

Sossega coração meu
Porque ainda tens memória
Lembra-te d’outro dia
Duns outros mais longínquos
E não menos vivos
Que estes d’agora

Lembra e não te aflijas
Guarda o bom momento
Sente-o como uma felicidade
Aguda e efêmera
Como há de ser todas as coisas

Não reparas na distância
Como sendo de todo o mal
Ela revigora a saudade
Que não tem opção outra
Que revirar a memória
E reascender lembranças
Ainda mais belas
Do que fomos
Da pureza que tivemos

Lembra-te e não amaldiçoa o tempo
Embora te pareça velho...
Se renova a cada vista
A cada ponto de equilíbrio formado
A cada beijo estalado
E a toda partida


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Uma rosa por seu pensamento...

Ainda sem a rosa em mãos
Revelo o pensamento
E somente em parte
Para que não se saiba do mistério
Não se perca as reticências
Nem a imaginação
Revelo-o simples e leve,
Como a brisa que toca o rosto
Nas noites mansas de verão
Embora na alma traga o frio
E a agonia das madrugadas gélidas
Embora traga as noites de domingo
E os quês de solidão
Um mundo nas costas
E alguma razão
Traga entre os dedos a mão pequena
Que a infância deixou
(se traga!)
Sabe...
Eis meu pensamento,
E hoje se chama saudade!

domingo, 31 de outubro de 2010

Estro




Há algum tempo e rondava esperançosa,girava em torno de mim, engraçando-se.Risonha, fitava-me e não havia nenhum tempo que me permitisse acentuá-la.

Eis que para os devidos fins, me propus trocar a ampulheta que segurava ou segurava-me ela( o que é mais provável).
Procurei a areia mais grossa pra que passasse mais devagar pelo estreito entre o que passou e o que virá. Procurei uma que, se quebrada, seus estilhaços não causassem tanto estrago.Bastava-me os que a outra causará,e foi inevitável, afinal, vivi!

Os estilhaços tocaram ferindo-me.E há de se confessar: marcaram o corpo, e tatuaram a memória...

Pois bem, uma a uma vieram-me as palavras que vos escrevo, expelidas diretamente de um coração, numa psicografia do que ainda não morreu, mas também não está tão vigoroso

Moribundo...Palpita! Palpita...e palpita!
Dizem que é questão de tempo, uma hora para!
Enquanto isso...
Abre aspas!


Daisy Araújo.