"Cansados da eterna luta por abrir um caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo."- Henrik Steffens

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Notas de uma saudade sem fim...

Hoje a saudade me apalpou os olhos... Não foi por estar longe, mas sem vida! E ainda que os dias afastem a memória da perda, o cenário e o sonho permanecem em mim, tão vivos quanto o aceno, que nem sabia era uma despedida.
Perdoa meu amigo! Não sabia que naquela distancia entre os corpos e naquela pressa tanta, ficaria preso o meu abraço, o meu adeus! 

sábado, 23 de março de 2013

À Dionísio



Porque te espero Dionísio
A compor meu ser com tua melodia
Entrelaçar tuas notas a minha carne
E constar em cada pensamento teu

Vens Dionísio,
Entrega em minhas mãos teu amor
Me procura em teu corpo e teu fulgor
Transforma o sol em nossa canção

Traz paz a minha alma com teu toque
Permita-me o sumo do gosto teu
Aqueça-me o ventre
Devolva vida a minhas palavras

Invente com doçura uma estória
Sussurre teu gozo em meu ouvidos
Reconquista-me, indecisa que sou
Convença-me com nosso suor

# Inspirado na Ode Descontínua e remota pra flauta e Oboé. De Ariana para Dionísio. - Saudosa Hilda Hilst. 
## Pra ser lido ao som da Canção II e III do respectivo CD - Ode Descontínua e remota pra flauta e Oboé. De Ariana para Dionísio - lançado pela Saravá Discos e musicado por Zeca Baleiro.O CD tem 10 canções em vozes femininas! 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Do sossego

Sossego é estar envolvida em teus braços
No silêncio de nos dois
Em qualquer nosso tempo
Num espaço que nos caiba

Sossego é receber seu abraço calmo
Sentir o toque de seus dedos passeando em meu corpo
Ver seus olhos repousando em mim
Sorrir com seu sorriso

Sossego é acordar com seu afeto bagunçando meu cabelo
É quando você segura firme minha cintura e me guia pelas ruas da cidade esquecida
Quando sua mão rouba o ar da minha
Quando perco o fôlego no hálito teu


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Da Essê-ser


Esse corvo que te espreita tem meus olhos
E são as minhas mãos que serpenteiam teu corpo
E me tens atrelado, tanto quanto teu suor
Porque a gente se confunde de alguns modos...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Da paz dos meus dias...

- Quando vi você, vi seus olhos iguais aos meus
- Eu vi, à porta de um desconhecido, um mundo de possibilidades...


Fez do tempo pouco, e qualquer distância muita
Fez dela casa, e os dias todos...

domingo, 17 de abril de 2011

Aqueles olhos...

Eu não saberia explicar o que foram aqueles olhos ... Eles chegaram doces e intensos desde o primeiro olhar! E falaram do sorriso e aí sorrimos juntos, e sentimos os labios num lampejo, quando não nos viamos ,só sentimos, penetraram  minh'alma e foram se fazendo em mim, e de mim o que bem quiseram, e quiseram muito! E me saquearam o coração, e se mantiveram fixos dentro de meus olhos. E se fizeram paixão,  se fizeram sonho, entardecer, colo, nuvem, sentimento... Se fizeram encanto, fantasia e do tempo, pó ! E todo tempo... pouco! Aí, partiram... e fizeram falta!

terça-feira, 15 de março de 2011

Reminiscências...




Palpitou o coração! Haveis de se admirar com o tempo, que mesmo passando, não passou! O enternecer de cada palavra postada sem metades meteram-se adentro da alma, revigorando o pó que ali já jazia! Como tributo ao que se foi, ainda que não passado, dedico ao leitor cada palavra que segue: se te arrastar paixão igual, não esconda-a no peito, lhe roube o coração, o ar das mãos e trague seus lábios... Faça-se par!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Soneto do fim



Não te preocupas meu bem
Cuidarei para que o mal não te aflija
Hei de velar-te de alguma forma
Da forma que eu puder

Não te preocupas pois
Independente do que aconteça
Ainda te guardarei as costas
Guardarei teus olhos para que não vejas o mal em tudo

Dar ei a ti sempre motivos
Para que se não puderes confiar no mundo
Possas confiar em apenas alguém

Dar-te-ei minha proteção na medida do que se pode
Pelo tempo que permitires, ou ainda meu bem
Enquanto a Era Glacial de tuas teorias não paralisar-me os músculos.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Desejo no plural

Entretantos e entrelinhas...
Uma alma refrigerada,
Uma paz que encontre um peito
Um peito que transborde alegria
Um coração no qual nem caiba mais amor
Mas caiba o mundo todo
Algumas cismas
Alguns amantes
alguns estranhos
Que a essencia seja sempre esta
Que sejam felizes todos os dias
Que muitos dias estejam por vir!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vital





O sabor da saliva e do céu
Precipitou  a dor da solidão
A alma não teceu verso algum
Não expulsou do peito a canção
O sangue pulsou na veia
A farsa despencou do décimo sexto
Amorticídio...