"Cansados da eterna luta por abrir um caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo."- Henrik Steffens

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Notas de uma saudade sem fim...

Hoje a saudade me apalpou os olhos... Não foi por estar longe, mas sem vida! E ainda que os dias afastem a memória da perda, o cenário e o sonho permanecem em mim, tão vivos quanto o aceno, que nem sabia era uma despedida.
Perdoa meu amigo! Não sabia que naquela distancia entre os corpos e naquela pressa tanta, ficaria preso o meu abraço, o meu adeus! 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Essa Pequena

Antes de tudo, era só a expectativa.. e , vez outra caía!
Nos pregou o susto da vida assim, derrepente!
E, foi plantando o afeto em nós
Ansiou o mundo, antecipou-se as tolas previsões...
e se mostrou linda
tanto quanto  imaginava!

Como pode tão pequena, tão amada?
Veio florir nossos dias
Injetar vida em nossas veias...
Colorir nossos olhos...


Seja muito bem vinda minha Maria!

p.s.: Palavras amareladas, mas bem vivas em mim... Com afeto e um pedaço da saudade que não cabe em mim... à minha pequena e muito amada afilhada!

sábado, 31 de março de 2012

Insulso

Tenho me escondido atrás da saudade
Brincado com o tempo ( que é ainda muito menino)
Buscado pores de sol dentro da alma
Procurado luas nos olhares
Contado estrelas e sono
Me perdido nas esquinas da lucidez
Cantado mágoas
Sentido sua ausência
Tenho perdido você!

domingo, 18 de setembro de 2011

De antes...

Houve um tempo, antes desse tempo de agora, em que tudo parecia mais fácil, menos denso, mais calmo...
Conseguiria apontar todas as respostas num estalar de dedos, não havia nenhum porquê que  soasse complicado, pintava a simplicidade de todas as coisas com riso no coração e nas paredes...

domingo, 21 de agosto de 2011

LUTO II


http://descansoploucura.blogspot.com/2011_06_01_archive.html- Blog de Jalon Nunes

E de pensar no véu da escuridão
Cerrando-lhe os olhos
Na ingratidão do tempo
Que tão curto lhe foi

Recordo-me de seu sorriso aberto
De suas pernas ligeiras
A empolgação habitual
O chaveiro com a foto da amada

Conversas de sonhos não realizados
um conformismo ou dois com sua vida...
Foi um homem Incrível!

domingo, 24 de julho de 2011

Aldeia

E quando esta por lá,
Escuta o riso ecoar pela sala
Vê os amigos à porta, à espera...


E recorda aquelas brincadeiras
Escondidas no vão,
Deixadas no corredor,
Esquecidas no quintal, nos brinquedos...
Na saudade!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Três Ações...

Três conseqüências estranhas, invariáveis
Três momentos que me tomam e estabelecem
Três conexões deste lugar para lugar nenhum
Três penetras felizes na ultima festa a fantasia
Três batalhas vencidas no bosque da poesia
Três batidas do coração para mais tarde a paralisação
Três raios de luz sem ordem certa de aparição
Três segundos de palavras sem ritmo e orientação
Três poemas soltos no caderno da estante vazia
Três amores eternos de minha memória esquecida
Três palavras rabiscadas na areia da praia perdida
Três flores lindas repousando no campo do limiar da vida...

...Para você e mais duas...

                                                                                                                          Ailton Costa Junior
P.s.: O dia pede que se exaltem as amizades, segue meu sorriso, e meus olhos felizes com essa lembrança de outros dias! A esse meu amigo, deixo o abraço que ha muito não encontra seu corpo, as palavras de carinho que nunca mais se ouviram pelos ares e as cocegas pra arrancar outros risos, no meio de uma noite qualquer...

terça-feira, 15 de março de 2011

Reminiscências...




Palpitou o coração! Haveis de se admirar com o tempo, que mesmo passando, não passou! O enternecer de cada palavra postada sem metades meteram-se adentro da alma, revigorando o pó que ali já jazia! Como tributo ao que se foi, ainda que não passado, dedico ao leitor cada palavra que segue: se te arrastar paixão igual, não esconda-a no peito, lhe roube o coração, o ar das mãos e trague seus lábios... Faça-se par!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Despedida




Meu tão bem que me faz
Vou lá fora vê o mundo
Meu corpo transpira por todos os poros rua


Guarde um sonho bom pra mim

Que volto logo

Antes que amanheça n'outro carnaval

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Lembrete

Sossega coração meu
Porque ainda tens memória
Lembra-te d’outro dia
Duns outros mais longínquos
E não menos vivos
Que estes d’agora

Lembra e não te aflijas
Guarda o bom momento
Sente-o como uma felicidade
Aguda e efêmera
Como há de ser todas as coisas

Não reparas na distância
Como sendo de todo o mal
Ela revigora a saudade
Que não tem opção outra
Que revirar a memória
E reascender lembranças
Ainda mais belas
Do que fomos
Da pureza que tivemos

Lembra-te e não amaldiçoa o tempo
Embora te pareça velho...
Se renova a cada vista
A cada ponto de equilíbrio formado
A cada beijo estalado
E a toda partida


sábado, 11 de dezembro de 2010

Atando pontos...

Olhou-me nos olhos a criança. Depois dum longo silêncio, perguntei-lhe:
- Você, que mais deseja da vida?
Nem mesmo procurou palavras no ar... assim, num piscar, apressou-se em responder. Pude ver quão radiante mostrou-se seu semblante. Atropeladas e com toda inquietação, seguiram-se estas:
- Quero ser adulto! E logo! Criança não pode fazer nada... Adulto pode tudo!
Silênciei novamente, dessa vez com certo ar de preocupação. A criança seguiu:
- E você, que mais deseja nessa vida?! -perguntou-me com sorriso largo.
Desviei o olhar, não escondi a melancolia e também não escolhi palavras...
- Eu ?! Queria ser criança...- respondi num suspiro lento-  Quando o fui podia tudo, só não sabia...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Uma rosa por seu pensamento...

Ainda sem a rosa em mãos
Revelo o pensamento
E somente em parte
Para que não se saiba do mistério
Não se perca as reticências
Nem a imaginação
Revelo-o simples e leve,
Como a brisa que toca o rosto
Nas noites mansas de verão
Embora na alma traga o frio
E a agonia das madrugadas gélidas
Embora traga as noites de domingo
E os quês de solidão
Um mundo nas costas
E alguma razão
Traga entre os dedos a mão pequena
Que a infância deixou
(se traga!)
Sabe...
Eis meu pensamento,
E hoje se chama saudade!