Eu, Andarilho!
Andando desarmado,
Despido...
Só!
Páginas
"Cansados da eterna luta por abrir um caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo."- Henrik Steffens
sábado, 8 de junho de 2013
sábado, 23 de março de 2013
À Dionísio
Porque te espero Dionísio
A compor meu ser com tua melodia
Entrelaçar tuas notas a minha carne
E constar em cada pensamento teu
Vens Dionísio,
Entrega em minhas mãos teu amor
Me procura em teu corpo e teu fulgor
Transforma o sol em nossa canção
Traz paz a minha alma com teu toque
Permita-me o sumo do gosto teu
Aqueça-me o ventre
Devolva vida a minhas palavras
Invente com doçura uma estória
Sussurre teu gozo em meu ouvidos
Reconquista-me, indecisa que sou
Convença-me com nosso suor
# Inspirado na Ode Descontínua e remota pra flauta e Oboé. De Ariana para Dionísio. - Saudosa Hilda Hilst.
## Pra ser lido ao som da Canção II e III do respectivo CD - Ode Descontínua e remota pra flauta e Oboé. De Ariana para Dionísio - lançado pela Saravá Discos e musicado por Zeca Baleiro.O CD tem 10 canções em vozes femininas!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Morte mal morrida
Sua poesia morreu em mim
O sentimento pegou fogo
E da beleza da luz desse fogo
Restou as cinzas desencarnadas
Poeira celestial do que viveu em mim
Amor puro, líquido
Sorveste em mim teu desejo fundido ao meu
Hoje me retornas, sombrio
E entregas a culpa em minha mão
Não suportaste a leveza dos pássaros à contramão
Não suportei de ti, à ausência.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Do sossego
Sossego é estar envolvida em teus braços
No silêncio de nos dois
Em qualquer nosso tempo
Num espaço que nos caiba
Sossego é receber seu abraço calmo
Sentir o toque de seus dedos passeando em meu corpo
Ver seus olhos repousando em mim
Sorrir com seu sorriso
Sossego é acordar com seu afeto bagunçando meu cabelo
É quando você segura firme minha cintura e me guia pelas ruas da cidade esquecida
Quando sua mão rouba o ar da minha
Quando perco o fôlego no hálito teu
Em qualquer nosso tempo
Num espaço que nos caiba
Sossego é receber seu abraço calmo
Sentir o toque de seus dedos passeando em meu corpo
Ver seus olhos repousando em mim
Sorrir com seu sorriso
Sossego é acordar com seu afeto bagunçando meu cabelo
É quando você segura firme minha cintura e me guia pelas ruas da cidade esquecida
Quando sua mão rouba o ar da minha
Quando perco o fôlego no hálito teu
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Essa Pequena
Antes de tudo, era só a expectativa.. e , vez outra caía!
Nos pregou o susto da vida assim, derrepente!
E, foi plantando o afeto em nós
Ansiou o mundo, antecipou-se as tolas previsões...
e se mostrou linda
tanto quanto imaginava!
Como pode tão pequena, tão amada?
Veio florir nossos dias
Injetar vida em nossas veias...
Colorir nossos olhos...
Seja muito bem vinda minha Maria!
p.s.: Palavras amareladas, mas bem vivas em mim... Com afeto e um pedaço da saudade que não cabe em mim... à minha pequena e muito amada afilhada!
Nos pregou o susto da vida assim, derrepente!
E, foi plantando o afeto em nós
Ansiou o mundo, antecipou-se as tolas previsões...
e se mostrou linda
tanto quanto imaginava!
Como pode tão pequena, tão amada?
Veio florir nossos dias
Injetar vida em nossas veias...
Colorir nossos olhos...
Seja muito bem vinda minha Maria!
p.s.: Palavras amareladas, mas bem vivas em mim... Com afeto e um pedaço da saudade que não cabe em mim... à minha pequena e muito amada afilhada!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Com honra e nenhum trunfo
Antes de se fazer presente, ele acena ao longe, a gente é que finge que não vê...
Ele envia todos os sinais que antecedem o ataque, e só depois ele joga a bomba... num ataque aéreo de palavras lâminas, de palavras sujas! A gente trava batalhas... a gente ofende, machuca, exige, asfixia, esfaqueia, grita, ignora, e quando não pode mais nada, a gente silencia, e vê que a solidão já está montada em seu cavalo branco, sorridente com uma vingança...
O que antecede o último suspiro, é o sofrimento na mais alta instância, e é nesse momento que a gente precede o estrago em câmera lenta, com direito a slow motion dos mais sofisticados...
A gente se machuca com lembranças, fere com o passado, amputa com saudade, e ofende as noites de amor passadas em claro.
A gente se machuca com lembranças, fere com o passado, amputa com saudade, e ofende as noites de amor passadas em claro.
O fim, faz lembrar o primeiro beijo dado com ênfase a luz do luar... faz recordar as mãos sempre quentes que acolhiam o corpo, as conversas intermináveis das madrugadas infinitas, faz Rememorar como cabeça e ombro se encaixavam perfeitamente, de como as mãos se davam, de como os corpos se doavam, de como compartilhavam sonhos... faz advertência da falta que fará as piadas proferidas num dia ruim só pra roubar um riso, os 'bom dia' com sabor de café... Faz reviver a lembrança de como discutiam Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Goethe, Saint- Exupéry... De como esparramavam suas vidas num tagarelar de pretéritos, sem segredos, e como a barriga doía de tanto rir naquelas conversas...
O fim é cruel, faz lembrar o olhar bobo, de quando o coração batia tão forte que se podia escutar, faz recordar descobertas, as conversas afobadas... Faz lembrar de como eram quando existiam! Como na morte, que segundo dizem a gente vê um filme da vida, se relembra toda a história escrita nos corpos, desde o primeiro olhar...
Como o amor, ao surgir, é chamado de pequena morte, segundo Galeano, o fim do amor também o é. Mas, guerra é guerra! E quando há, a gente não quer se render, não quer demonstrar o quão frágil é, não quer admitir que é nação vencida, não quer perder.. ninguém quer hastear a bandeira branca...O orgulho esquece que numa guerra, nunca há vencedores!
O fim é cruel, faz lembrar o olhar bobo, de quando o coração batia tão forte que se podia escutar, faz recordar descobertas, as conversas afobadas... Faz lembrar de como eram quando existiam! Como na morte, que segundo dizem a gente vê um filme da vida, se relembra toda a história escrita nos corpos, desde o primeiro olhar...
Como o amor, ao surgir, é chamado de pequena morte, segundo Galeano, o fim do amor também o é. Mas, guerra é guerra! E quando há, a gente não quer se render, não quer demonstrar o quão frágil é, não quer admitir que é nação vencida, não quer perder.. ninguém quer hastear a bandeira branca...O orgulho esquece que numa guerra, nunca há vencedores!
E de pares em pares, a vida nos faz um só!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Da Essê-ser
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