"Cansados da eterna luta por abrir um caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo."- Henrik Steffens

terça-feira, 15 de março de 2011

Reminiscências...




Palpitou o coração! Haveis de se admirar com o tempo, que mesmo passando, não passou! O enternecer de cada palavra postada sem metades meteram-se adentro da alma, revigorando o pó que ali já jazia! Como tributo ao que se foi, ainda que não passado, dedico ao leitor cada palavra que segue: se te arrastar paixão igual, não esconda-a no peito, lhe roube o coração, o ar das mãos e trague seus lábios... Faça-se par!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Despedida




Meu tão bem que me faz
Vou lá fora vê o mundo
Meu corpo transpira por todos os poros rua


Guarde um sonho bom pra mim

Que volto logo

Antes que amanheça n'outro carnaval

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ler-se coração!



Naturalmente cada linha segue

Os olhos não piscam
Nem se aliviam do poema

Se encantam em cada verso rápido
Se desgastam em cada lembrança
Ou se admiram pela rima
Pelo espaço..
Abrem lacunas no caminho..

Não fazem força
Chegam e embriagam

Sabe...
Eles ficam!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Faça-se a luz!

                                                       E a luz se fez nos olhos...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Procura-se Vivo ou morto: Tempo



           Havia muito tempo espalhado pela casa, em todos os lugares, onde quer que se olhasse, lá estava ele, imperioso, precavido, como que não faz nada.  Tempo comum, tempo simples, tempo morto, em todas as suas formas, com ou sem beleza. Vagava no ar, suspenso e passante, como que morria, como nem nascera. Fiz arte com o tempo, como se possa imaginar, e anexei na casa, prendi em vários lugares para que não fugisse, não escapasse, como se eu pudesse e controlasse. E assim foi. Quando me apercebi , já estava sem tempo de novo! Esgorregou de minhas mãos, como já havia de ser, antes mesmo que fosse.
Eu queria um tempo bem grande, tão grande que eu coubesse nele,  e não mais precisasse caber em mim. Nele coubesse tudo que eu sinto, tudo que eu vejo, e eu pudesse sentir mais, ver mais. Queria todo tempo, pelo tempo que eu quisesse, até não querer mais nada e procurar outro tempo noutro lugar, noutro espaço, noutro momento, até não ter mais lume em nenhuma estrela , nem em mim. Até adormecer a ultima quimera e não querer nenhum tempo nem o que não está em mim!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ventura

E na inércia do corpo, precisava sentir-se mais uma vez. Saiu de moto, utilizou-se da velocidade, do vento e do horario. (Ah! Os fins de tarde... )
Aproveitou a ocasião para expulsar a  lagrima contida, que escorreu lateralmente pelas temporas no tremor que se  fazia na pele, e se perdeu na estrada. Foi com a solidão que seguiu viagem pelas estradas que agora procurava...
As lagrimas foram levadas pelo mesmo vento que a convencia: havia vida ainda no corpo! Quanto as lagrimas? Devem estar viajando em alguma brisa, algum rodopio... hão de encontrar repouso em algum lugar, e esperar que a poeira da terra, da saudade ou da cura dê conta de seu sepultamento.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Do que fica...


E hoje que não há palavras
Deixo o meu silêncio
Um lagrima que corre
E um abraço que fica!!!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Soneto do fim



Não te preocupas meu bem
Cuidarei para que o mal não te aflija
Hei de velar-te de alguma forma
Da forma que eu puder

Não te preocupas pois
Independente do que aconteça
Ainda te guardarei as costas
Guardarei teus olhos para que não vejas o mal em tudo

Dar ei a ti sempre motivos
Para que se não puderes confiar no mundo
Possas confiar em apenas alguém

Dar-te-ei minha proteção na medida do que se pode
Pelo tempo que permitires, ou ainda meu bem
Enquanto a Era Glacial de tuas teorias não paralisar-me os músculos.