"Cansados da eterna luta por abrir um caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo."- Henrik Steffens

domingo, 18 de setembro de 2011

De antes...

Houve um tempo, antes desse tempo de agora, em que tudo parecia mais fácil, menos denso, mais calmo...
Conseguiria apontar todas as respostas num estalar de dedos, não havia nenhum porquê que  soasse complicado, pintava a simplicidade de todas as coisas com riso no coração e nas paredes...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Da fragrância... do mês...

Esse Agosto teve seu cheiro.. desde o primeiro dia! Cheirou a verso, cheirou a chuva, a terra molhada, a céu, a lágrima... Cheirou a festa, a risos, a doces, a carinho, a carência, a desentendimento, cheirou a solidão... Cheirou a palavras escapulidas, cheirou a silêncio, cheirou a guerra e a paz... Cheirou a outras brigas, outras divergências, mais lágrimas... Cheirou a outros infernos, mais solidão... A noite sem estrela, mês sem lua cheia, cheirou a chocolate mais amargo, cheirou a outros soluços, a flores espalhadas no quarto, cheirou a despedida, a dor... E com tanto tempo enfiado dentro daquele relógio, e a gente tão sem tempo... Cheirou a fim!

domingo, 21 de agosto de 2011

LUTO II


http://descansoploucura.blogspot.com/2011_06_01_archive.html- Blog de Jalon Nunes

E de pensar no véu da escuridão
Cerrando-lhe os olhos
Na ingratidão do tempo
Que tão curto lhe foi

Recordo-me de seu sorriso aberto
De suas pernas ligeiras
A empolgação habitual
O chaveiro com a foto da amada

Conversas de sonhos não realizados
um conformismo ou dois com sua vida...
Foi um homem Incrível!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Verônica- III

Verônica habituava-se a amores relâmpagos, tão perigosos quanto as efêmeras paixões! Na verdade, não havia muita diferença entre um e outra, mas preferia assim chamar, porque o amor tem o dom de se perpetuar no tempo, esses amores, na memória... deles sobraram apenas algumas reminiscências, vez outra, o telefone...

domingo, 24 de julho de 2011

Aldeia

E quando esta por lá,
Escuta o riso ecoar pela sala
Vê os amigos à porta, à espera...


E recorda aquelas brincadeiras
Escondidas no vão,
Deixadas no corredor,
Esquecidas no quintal, nos brinquedos...
Na saudade!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Três Ações...

Três conseqüências estranhas, invariáveis
Três momentos que me tomam e estabelecem
Três conexões deste lugar para lugar nenhum
Três penetras felizes na ultima festa a fantasia
Três batalhas vencidas no bosque da poesia
Três batidas do coração para mais tarde a paralisação
Três raios de luz sem ordem certa de aparição
Três segundos de palavras sem ritmo e orientação
Três poemas soltos no caderno da estante vazia
Três amores eternos de minha memória esquecida
Três palavras rabiscadas na areia da praia perdida
Três flores lindas repousando no campo do limiar da vida...

...Para você e mais duas...

                                                                                                                          Ailton Costa Junior
P.s.: O dia pede que se exaltem as amizades, segue meu sorriso, e meus olhos felizes com essa lembrança de outros dias! A esse meu amigo, deixo o abraço que ha muito não encontra seu corpo, as palavras de carinho que nunca mais se ouviram pelos ares e as cocegas pra arrancar outros risos, no meio de uma noite qualquer...

terça-feira, 28 de junho de 2011

EntreTermos

Aquelas palavras, à ela, pareceram demasiadamente fortes e desnecessárias... Não pôde, negar-se essa interpretação, se sentia o fluir delas, era porque lá, dentro daquele coração, daquele escuro, daquela poeira, daquela ilha esquisita e cheia de vontades, existia um lugar que lhe pertencia...
As palavras pra terem adentrado, tiveram que ser escutadas pacientemente, não sem causar angustia, tiveram que ser degustadas amargamente, uma a uma...
 O porquê se importava com aquilo? Já foi dito antes... até loucos cabiam ali, e, aquele afeto, abriu as portas, deu as boas-vindas à velhas novas...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Verônica- II

Acontece que a solidão também assusta Verônica, que é dessas que anda por aí a armar-se de si mesmo, de erguer o queixo, e sentir o desmoronar de dentro.
Mas, aquela solidão, refletia a ausência dele... daqueles seus momentos... via-se a rolar pelos cantos, a roçar de leve os dedos por sua nuca... achava agora, na lembrança, as brigas tolas engraçadas.. isso não via antes!
A ausência tem dessas coisas, tornar aqueles momentos de reflexos extintivos, em lembranças bobas, em tarde de veraneios a dois. Como se pudesse, depois daquela partida, trazê-lo presente lá, naquela sala, naquele sofá...