Verônica habituava-se a amores relâmpagos, tão perigosos quanto as efêmeras paixões! Na verdade, não havia muita diferença entre um e outra, mas preferia assim chamar, porque o amor tem o dom de se perpetuar no tempo, esses amores, na memória... deles sobraram apenas algumas reminiscências, vez outra, o telefone...
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"Cansados da eterna luta por abrir um caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo."- Henrik Steffens
terça-feira, 9 de agosto de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Aldeia
E quando esta por lá,
Escuta o riso ecoar pela sala
Vê os amigos à porta, à espera...
Escuta o riso ecoar pela sala
Vê os amigos à porta, à espera...
E recorda aquelas brincadeiras
Escondidas no vão,
Deixadas no corredor,
Esquecidas no quintal, nos brinquedos...
Na saudade!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Três Ações...
Três conseqüências estranhas, invariáveis
Três momentos que me tomam e estabelecem
Três conexões deste lugar para lugar nenhum
Três penetras felizes na ultima festa a fantasia
Três batalhas vencidas no bosque da poesia
Três batidas do coração para mais tarde a paralisação
Três raios de luz sem ordem certa de aparição
Três segundos de palavras sem ritmo e orientação
Três poemas soltos no caderno da estante vazia
Três amores eternos de minha memória esquecida
Três palavras rabiscadas na areia da praia perdida
Três flores lindas repousando no campo do limiar da vida...
...Para você e mais duas...
Ailton Costa Junior
P.s.: O dia pede que se exaltem as amizades, segue meu sorriso, e meus olhos felizes com essa lembrança de outros dias! A esse meu amigo, deixo o abraço que ha muito não encontra seu corpo, as palavras de carinho que nunca mais se ouviram pelos ares e as cocegas pra arrancar outros risos, no meio de uma noite qualquer...
Três momentos que me tomam e estabelecem
Três conexões deste lugar para lugar nenhum
Três penetras felizes na ultima festa a fantasia
Três batalhas vencidas no bosque da poesia
Três batidas do coração para mais tarde a paralisação
Três raios de luz sem ordem certa de aparição
Três segundos de palavras sem ritmo e orientação
Três poemas soltos no caderno da estante vazia
Três amores eternos de minha memória esquecida
Três palavras rabiscadas na areia da praia perdida
Três flores lindas repousando no campo do limiar da vida...
...Para você e mais duas...
Ailton Costa Junior
P.s.: O dia pede que se exaltem as amizades, segue meu sorriso, e meus olhos felizes com essa lembrança de outros dias! A esse meu amigo, deixo o abraço que ha muito não encontra seu corpo, as palavras de carinho que nunca mais se ouviram pelos ares e as cocegas pra arrancar outros risos, no meio de uma noite qualquer...
terça-feira, 28 de junho de 2011
EntreTermos
Aquelas palavras, à ela, pareceram demasiadamente fortes e desnecessárias... Não pôde, negar-se essa interpretação, se sentia o fluir delas, era porque lá, dentro daquele coração, daquele escuro, daquela poeira, daquela ilha esquisita e cheia de vontades, existia um lugar que lhe pertencia...
As palavras pra terem adentrado, tiveram que ser escutadas pacientemente, não sem causar angustia, tiveram que ser degustadas amargamente, uma a uma...
O porquê se importava com aquilo? Já foi dito antes... até loucos cabiam ali, e, aquele afeto, abriu as portas, deu as boas-vindas à velhas novas...
As palavras pra terem adentrado, tiveram que ser escutadas pacientemente, não sem causar angustia, tiveram que ser degustadas amargamente, uma a uma...
O porquê se importava com aquilo? Já foi dito antes... até loucos cabiam ali, e, aquele afeto, abriu as portas, deu as boas-vindas à velhas novas...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Verônica- II
Acontece que a solidão também assusta Verônica, que é dessas que anda por aí a armar-se de si mesmo, de erguer o queixo, e sentir o desmoronar de dentro.
Mas, aquela solidão, refletia a ausência dele... daqueles seus momentos... via-se a rolar pelos cantos, a roçar de leve os dedos por sua nuca... achava agora, na lembrança, as brigas tolas engraçadas.. isso não via antes!
A ausência tem dessas coisas, tornar aqueles momentos de reflexos extintivos, em lembranças bobas, em tarde de veraneios a dois. Como se pudesse, depois daquela partida, trazê-lo presente lá, naquela sala, naquele sofá...
Mas, aquela solidão, refletia a ausência dele... daqueles seus momentos... via-se a rolar pelos cantos, a roçar de leve os dedos por sua nuca... achava agora, na lembrança, as brigas tolas engraçadas.. isso não via antes!
A ausência tem dessas coisas, tornar aqueles momentos de reflexos extintivos, em lembranças bobas, em tarde de veraneios a dois. Como se pudesse, depois daquela partida, trazê-lo presente lá, naquela sala, naquele sofá...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Verônica- I
Parou diante da porta, cismando...
Com o corpo aparado no vão e uma das mãos na cintura, olhou fixamente um ponto qualquer do quarto e sentiu invadir-lhe toda a sua solidão
Já não haviam dois suspiros pelos ares, nem nada em par
Era aquele primeiro algarismo, tão unico, tão só, tão primeiro, e não cogitava possibilidades...
Estava só, repetia-se... e no instante seguinte, também o estaria.
Com o corpo aparado no vão e uma das mãos na cintura, olhou fixamente um ponto qualquer do quarto e sentiu invadir-lhe toda a sua solidão
Já não haviam dois suspiros pelos ares, nem nada em par
Era aquele primeiro algarismo, tão unico, tão só, tão primeiro, e não cogitava possibilidades...
Estava só, repetia-se... e no instante seguinte, também o estaria.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Motim
Hoje trago meus humores, meus incêndios!
Meu corpo inflama a minha fé
E reflete minhas vigílias
Da retina à força
Do impulso à continência
Como se houvesse o que falta em mim
Hoje trago minha temperança afobada!
Meu tempo submisso
Um tempero a contragosto
E aquela lágrima serpeando um espaço
Procurando a luz dos meus olhos
E embaçando o que vejo
O dia tá cinza lá fora
A noite, agitada aqui dentro!
domingo, 29 de maio de 2011
Conselhos a um insone
Abandone o corpo e a luz uns instantes
Deixe-se estar!
Assim...
Deixa o som ou o silêncio chegar aos ouvidos
E vai se deixando mais...
Deixa adentrar!
Deixa não pensar!
Deixe-se largar!
Depois adormece...
Quando acordar.. passa!
Deixe-se estar!
Assim...
Deixa o som ou o silêncio chegar aos ouvidos
E vai se deixando mais...
Deixa adentrar!
Deixa não pensar!
Deixe-se largar!
Depois adormece...
Quando acordar.. passa!
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