"Cansados da eterna luta por abrir um caminho pela matéria bruta, escolhemos outro caminho e nos lançamos, apressados, aos braços do infinito. Mergulhamos em nós mesmos e criamos um novo mundo."- Henrik Steffens

domingo, 15 de maio de 2011

Mal[amado]!

Nasceu Velho aquele amor! 
Mal respirou e parecia cansado, ranzinza... fraco! 
Nasceu sem ser amado, e com muita intimidade! 
Mãos que se atracam, cabeças que repousam, colo... e nada bastava-lhe! 
Tinha fome de desejo...
Os encontros roubavam-lhe tempo, mas nem sabiam...

domingo, 17 de abril de 2011

Aqueles olhos...

Eu não saberia explicar o que foram aqueles olhos ... Eles chegaram doces e intensos desde o primeiro olhar! E falaram do sorriso e aí sorrimos juntos, e sentimos os labios num lampejo, quando não nos viamos ,só sentimos, penetraram  minh'alma e foram se fazendo em mim, e de mim o que bem quiseram, e quiseram muito! E me saquearam o coração, e se mantiveram fixos dentro de meus olhos. E se fizeram paixão,  se fizeram sonho, entardecer, colo, nuvem, sentimento... Se fizeram encanto, fantasia e do tempo, pó ! E todo tempo... pouco! Aí, partiram... e fizeram falta!

sábado, 2 de abril de 2011

I

Café gelado à mesa
Coração posto em bandeja
Que me tomem numa colher de sopa
Pois eis que já não há razão

Tome para si as verdades minhas
Mas não acredite em todas elas
Há sempre riscos ...
Vez outra, lê-se errado!

terça-feira, 15 de março de 2011

Reminiscências...




Palpitou o coração! Haveis de se admirar com o tempo, que mesmo passando, não passou! O enternecer de cada palavra postada sem metades meteram-se adentro da alma, revigorando o pó que ali já jazia! Como tributo ao que se foi, ainda que não passado, dedico ao leitor cada palavra que segue: se te arrastar paixão igual, não esconda-a no peito, lhe roube o coração, o ar das mãos e trague seus lábios... Faça-se par!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Despedida




Meu tão bem que me faz
Vou lá fora vê o mundo
Meu corpo transpira por todos os poros rua


Guarde um sonho bom pra mim

Que volto logo

Antes que amanheça n'outro carnaval

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ler-se coração!



Naturalmente cada linha segue

Os olhos não piscam
Nem se aliviam do poema

Se encantam em cada verso rápido
Se desgastam em cada lembrança
Ou se admiram pela rima
Pelo espaço..
Abrem lacunas no caminho..

Não fazem força
Chegam e embriagam

Sabe...
Eles ficam!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Faça-se a luz!

                                                       E a luz se fez nos olhos...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Procura-se Vivo ou morto: Tempo



           Havia muito tempo espalhado pela casa, em todos os lugares, onde quer que se olhasse, lá estava ele, imperioso, precavido, como que não faz nada.  Tempo comum, tempo simples, tempo morto, em todas as suas formas, com ou sem beleza. Vagava no ar, suspenso e passante, como que morria, como nem nascera. Fiz arte com o tempo, como se possa imaginar, e anexei na casa, prendi em vários lugares para que não fugisse, não escapasse, como se eu pudesse e controlasse. E assim foi. Quando me apercebi , já estava sem tempo de novo! Esgorregou de minhas mãos, como já havia de ser, antes mesmo que fosse.
Eu queria um tempo bem grande, tão grande que eu coubesse nele,  e não mais precisasse caber em mim. Nele coubesse tudo que eu sinto, tudo que eu vejo, e eu pudesse sentir mais, ver mais. Queria todo tempo, pelo tempo que eu quisesse, até não querer mais nada e procurar outro tempo noutro lugar, noutro espaço, noutro momento, até não ter mais lume em nenhuma estrela , nem em mim. Até adormecer a ultima quimera e não querer nenhum tempo nem o que não está em mim!